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Revista modo texto - Edição: 97

AGCO FINANCE - Juro baixo com agilidade

Tratores, colheitadeiras e implementos Massey Ferguson têm crédito facilitado e condições diferenciadas de financiamento

Os negócios realizados na Expointer 2009 confirmaram a retomada dos investimentos em máquinas agrícolas no Brasil. Com juros anuais de apenas 4,5%, recursos do BNDES e prazo de contratação até 31 de dezembro, o Finame Agrícola PSI foi o responsável pelo recorde de vendas registrado em Esteio (RS). Graças à agilidade da AGCO Finance, o primeiro trator comprado no Brasil através da nova linha de crédito foi um Massey Ferguson.

No dia 30 de julho, poucos dias depois de o Finame Agrícola PSI entrar em operação, a produtora rural Cleomar Terezinha Prigol, de Machadinho (RS), recebeu sua Cédula de Crédito Bancário da AGCO Finance para comprar um MF 292/4 na concessionária Maquiagro. “Decidimos comprar um novo trator em função dos juros baixos e da rapidez do negócio, bem mais simples e sem burocracia”, relata seu filho Deidson Prigol. A família produz leite, pastagem, soja, milho e trigo em 140 hectares.

Para pagar o financiamento, a família Prigol optou por seis parcelas anuais até 2015, e a primeira amortização do principal só em julho do ano que vem. Se preferisse, poderia quitá-lo em até seis anos. Os prazos viabilizados pela AGCO Finance são: até 72 meses para tratores e implementos, até 96 meses para colheitadeiras e até 60 meses para retroescavadeiras. A carência é de até 12 meses para tratores e implementos, até 18 meses para colheitadeiras e até seis meses para retroescavadeiras.

O percentual financiado – para pessoas físicas ou jurídicas – é de até 80% do valor dos implementos e até 90% do valor dos tratores, colheitadeiras e retroescavadeiras (até 80% para grandes empresas). “Devido à redução significativa da taxa de juros, clientes que até então davam preferência para negócios à vista começaram a buscar financiamento. Outros decidiram antecipar a compra de máquinas, pois o prazo de contratação termina no final de 2009”, informa Robson Pereira, gerente comercial da AGCO Finance.

Entre os primeiros clientes Massey Ferguson a se beneficiarem do Finame Agrícola PSI, operado pela AGCO Finance com agilidade e condições diferenciadas, também estão os produtores rurais Artemiro Bombardelli, que financiou uma Plataforma de Milho Massey Ferguson na concessionária Camagril, e Valmor Coradini Júnior, que comprou um trator MF 297/4 na concessionária Jorge Santos, ambos com desembolsos ocorridos no dia 13 de agosto, duas semanas antes da Expointer 2009.

Mais informações na rede de concessionárias Massey Ferguson, no site
www.agcofinance.com.br ou através do telefone 0800 704 5151.

BIBLIOTECA - Censo Agropecuário 2006

Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

A versão final do Censo Agropecuário 2006, divulgada no final de setembro pelo IBGE, mostra que o Brasil tinha há três anos 5,17 milhões de estabelecimentos agropecuários em 329,9 milhões de hectares. Em relação a 1995, apesar do aumento de 315,6 mil propriedades, houve redução de 23,6 milhões de hectares na área total (-6,69%), possivelmente, segundo o órgão governamental responsável pela pesquisa, em função de novas Unidades de Conservação Ambiental e da demarcação de terras indígenas.

De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, o número de colheitadeiras no campo diminui de 125 mil em 1995 para 116 mil máquinas em 2006. Já a frota de tratores aumentou em uma década de 803,7 mil para 820,6 mil, utilizados em 530,3 mil estabelecimentos. A maioria dos equipamentos (570,6 mil) com potência inferior a 100 cv. A pesquisa revela também que a orientação técnica ainda é muito limitada, sendo praticada em apenas 22% das propriedades rurais (46% das terras).

Com crescimento de 88% na produção, a soja foi a cultura que mais se expandiu na última década. Foi registrado ainda aumento de 39% na prática da irrigação, usada em 6,3% das propriedades pesquisadas. As informações do Censo Agropecuário 2006 consolidam, em um vasto conjunto de tabelas organizadas para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, os dados estruturais sobre o setor agropecuário. A versão em PDF está disponível para download no site
www.ibge.gov.br .

CNMF - Máquina parcelada e sem burocracia

Para colher milho e soja, presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde (MT), Júlio Cinpak, compra MF 9790 ATR através do Consórcio Nacional Massey Ferguson

Quando decidiu comprar mais uma colheitadeira em agosto deste ano, o produtor e presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde (MT) Júlio Cinpak, 48 anos, optou pela MF 9790 ATR com sistema de trilha axial e pelas vantagens do Consórcio Nacional Massey Ferguson. Natural de Tucunduva (RS), ele chegou em 1985 ao Mato Grosso e ajudou a transformar o jovem município criado por agricultores gaúchos em um dos principais produtores de milho safrinha do Brasil e um dos mais importantes produtores de soja do Centro-Oeste.

Desde a primeira safra na nova fronteira agrícola, Júlio Cinpak é cliente Massey Ferguson. Atualmente ele produz 2 mil hectares de soja e milho safrinha na metade da área. Também produz frango de corte e tem uma granja de postura de ovos. Um MF 250/4 para o aviário foi a primeira máquina adquirida através do Consórcio Nacional Massey Ferguson no ano passado. "Gostei tanto do sistema de compra que adquiri mais cinco cotas. Você investe no equipamento que sabe que vai precisar no futuro e se programa para a retirada”, relata o produtor de Lucas do Rio Verde (MT).

Renovação programada

A renovação da frota programada e parcelada através do consórcio, ressalta Júlio Cinpak, tem ainda uma grande vantagem: “O produtor rural não tem que se descapitalizar e deixa o limite de crédito no agente financeiro disponível para ser usado no custeio da lavoura".
Ele também destaca a facilidade do negócio: “Precisava comprar mais uma colheitadeira. Como o financiamento nos bancos da região está com muita burocracia devido à inadimplência de grande parte dos produtores do Mato Grosso, decidi fazer a compra através do Consórcio Nacional Massey Ferguson”.

O cliente já foi contemplado por lance e na colheita da safra atual de soja comprovará o aumento da lucratividade que o alto desempenho do sistema axial de trilha da MF 9790 ATR proporciona, com um desempenho superior também no milho. De tão satisfeito com as facilidades do negócio, o produtor rural Júlio Cinpak passou a divulgar as vantagens do CNMF na região: "Tenho conversado com os produtores do sindicato mostrando que o consórcio é uma ótima opção para eles. Você pode aumentar o parque de máquinas e pagar as parcelas com tranquilidade".

Mais informações sobre o Consórcio Nacional Massey Ferguson disponíveis no telefone 0800 550 560, no site
www.cnmf.com.br e na rede de concessionárias.

DIA DE CAMPO - Lavouras do Brasil

Projeto inédito do Canal Rural mostra tudo que acontece em quatro lavouras de soja localizadas nas principais regiões produtoras

O primeiro reality show agrícola do Brasil, como os demais programas do gênero, mostra o desempenho dos protagonistas durante as 24 horas do dia. A diferença é que as estrelas desta iniciativa inédita do Canal Rural, desenvolvida com apoio da Massey Ferguson, são quatro lavouras demonstrativas de soja, plantadas nos municípios de Passo Fundo (RS), Maringá (PR), Campo Verde (MT) e Rio Verde (GO). Outra novidade é a comunidade virtual do programa, onde está ocorrendo uma intensa troca de informações técnicas.

Há uma equipe formada por professores e alunos de instituições de ensino parceiras do Canal Rural em cada uma das quatro regiões do Projeto Lavouras do Brasil: Universidade Federal do Mato Grosso, Universidade de Rio Verde, Universidade Estadual de Maringá e Universidade de Passo Fundo. Em cada uma delas, cinco alunos foram selecionados para dar apoio na condução das lavouras demonstrativas de soja.

A Massey Ferguson está dando apoio total ao Lavouras do Brasil. Além de fornecer os tratores e as plantadeiras que estão trabalhando nas quatro áreas demonstrativas e as colheitadeiras que farão a colheita da soja, uma equipe foi formada com profissionais da fábrica e das concessionárias Augustin (RS), Camagril (PR), Somafértil (GO) e Guimarães Agrícola (MT) para dar suporte ao Projeto inédito do Canal Rural.

Programação diária

Além das câmeras de alta performance (zoom ótico de 32 vezes e zoom digital de 12 vezes) instaladas para mostrar em tempo real a evolução­ das quatro lavouras demonstrativas localizadas nas principais regi­ões produtoras de soja do Brasil (Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Goiás), o Projeto Lavouras do Brasil abastece a programação diária do Canal Rural com reportagens sobre manejo, tecnologia e mercado.
O primeiro programa foi ao ar no dia 25 de agosto. O repórter Ricardo Cunha mostrou como é feito o preparo do solo para se obter uma produtividade elevada na lavoura. E destacou o potencial do plantio direto e da rotação de culturas, práticas que reduzem o uso de herbicidas e fertilizantes. Oficialmente, o Projeto Lavouras do Brasil foi lançado durante a Expointer 2009 no dia 1° de setembro.

– Nós podemos aumentar a produtividade, sim. Temos a informação e a pesquisa, temos que saber como usá-las – disse o presidente da Cotrijal, Nei Mânica, durante o lançamento do projeto Lavouras do Brasil na feira de Esteio (RS). Especialistas do setor apresentaram as perspectivas para a próxima safra de soja, favorecida pelo clima, mas com preços menores e câmbio pouco favorável.

Primeiras imagens

O Canal Rural realizou fóruns técnicos sobre a cultura da soja nos quatro estados onde estão localizadas as lavouras monitoradas (RS, PR, MT e GO). As primeiras imagens ao vivo transmitidas pelas câmeras direto das unidades demonstrativas do Projeto Lavouras do Brasil foram mostradas durante o quarto e último Fórum Canal Rural, realizado em Não-Me-Toque (RS) no dia 14 de outubro.

“Levar informação para o maior número de produtores é a nossa principal missão”, ressaltou o diretor geral da emissora, Donário Lopes de Almeida. Para isso, o Canal Rural também inovou ao criar uma comunidade exclusiva para o Lavouras do Brasil que permite a troca de informações através da Internet entre os técnicos envolvidos com o Projeto e os telespectadores interessados em acompanhar a evolução da safra de soja.

Na abertura de um dos grupos de discussão virtual, por exemplo, Miguel Daoud alertou que o câmbio será decisivo na formação do preço: “Se o sentido do mercado é de grande oferta e consumo estável, os especuladores escolherão outra commodity para especular”. Cotação de soja, meteorologia e novas tecnologias são como novela, tem que acompanhar sempre para ficar por dentro do enredo. Não perca tempo, participe da prosa!

Comunidade virtual

O Projeto Lavouras do Brasil lançado pelo Canal Rural na Expointer 2009 está sendo desenvolvido de maneira inédita no Brasil com diversos parceiros do setor, coordenação técnica da Embrapa, patrocínio da Bunge e apoio da Syngenta e da Massey Ferguson. Para acompanhar diariamente as informações técnicas exclusivas e participar da comunidade virtual do primeiro reality show agrícola da televisão brasileira acesse o site www.canalrural.com.br/lavourasdobrasil .

 

EDITORIAL - A melhor Expointer

O destaque desta primeira edição da Campo Aberto que apresento aos nossos leitores e clientes Massey Ferguson é a colheitadeira MF 5650 SR com sistema de separação por duplo rotor. A foto de capa mostra a nova versão desenvolvida para as lavouras de arroz irrigado na 32a Expointer. Na mesma feira, a AGCO lançou no Brasil a Barra de Luzes System 110, um sistema inovador e versátil de direcionamento por GPS.

A Expointer 2009 registrou um recorde histórico de vendas em Esteio (RS) entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, marcando a retomada do mercado nacional. O excelente desempenho foi resultado do Programa Mais Alimentos, pauta da seção Ponto de Vista, mas principalmente dos juros de apenas 4,5% ao ano do Finame Agrícola PSI, operado com condições diferenciadas pela AGCO Finance.

Graças à agilidade do nosso banco de fábrica, o primeiro trator financiado no Brasil através da nova linha de crédito foi um MF 292/4. Mostramos também como as facilidades do Consórcio Nacional Massey Ferguson tem possibilitado a compra de máquinas sem mexer no limite de crédito bancário. Além de opções de compra competitivas e máquinas eficientes, contamos com a parceria da maior rede de concessionárias do País.

A Massey Ferguson comercializou 1710 tratores em outubro, o melhor desempenho desde março de 1995, com 33,6% de participação no mercado. Manter essa liderança da marca é uma das prioridades da AGCO. Para isso, vamos continuar investindo em melhorias de qualidade, no aperfeiçoamento da nossa rede e no desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas. Boa safra!

Orlando Silva
Vice-Presidente Comercial da AGCO América do Sul

 

FAMÍLIA MASSEY - Ceará investe em mecanização

Governo cearense adquire 137 tratores MF 265, através de licitação vencida pela concessionária Cequip, para aumentar produção da agricultura familiar

Apesar de já ocupar um lugar de destaque como produtor mundial de alimentos, o Brasil ainda tem regiões com agricultores que plantam, colhem e vivem da terra sem nunca terem conseguido comprar um trator. Meses atrás era a realidade da maioria das 400 famílias ligadas à Associação Comunitária Unidos Venceremos em Redenção (CE), município que recebeu esse nome por ter sido a primeira cidade brasileira a libertar todos seus escravos, localizado a 63 quilômetros de Fortaleza.

“Produzimos feijão, milho, caju e mandioca. Muitos também criam gado. Para usar trator, só alugando. Agora está melhor. Nossa associação recebeu recursos do governo estadual para adquirir um trator. O MF 265/2 recém-entregue já está beneficiando as famílias associadas e vai nos ajudar a aumentar a produtividade. A utilização é agendada para que todos tenham acesso à máquina”, informa Mosalene Nogueira Alves Bezerra, 37 anos, presidente da Associação Comunitária Unidos Venceremos.

Projeto São José

O Governo do Ceará adquiriu 137 tratores Massey Ferguson modelo MF 265/2, através de licitação vencida pela concessionária Cequip de Fortaleza (CE). Dia 10 de agosto, o governador Cid Gomes entregou as chaves das cem primeiras máquinas para associações comunitárias de pequenos agricultores.

O objetivo do Projeto São José é aumentar a produção das pequenas propriedades através da mecanização agrícola. Seis mil famílias ligadas a associações comunitárias, de 93 municípios cearenses, serão beneficiadas. Para aquisição dos tratores, o governo cearense investiu R$ 9 milhões, por meio de empréstimos junto ao Banco Mundial.
A compra coletiva das máquinas viabilizará mais investimentos. “Essa economia irá gerar a aquisição de novas máquinas, e com isso beneficiar outras comunidades. Muitas delas chegam a esperar cerca de dez anos por um trator”, informa o secretário do

Desenvolvimento Agrário do Ceará, Camilo Santana.
Os beneficiados também recebem certificados para a realização de treinamentos. O objetivo é capacitá-los a utilizar as máquinas sem provocar erosão do solo e a implantar novas tecnologias agrícolas. Diversas autoridades estaduais participaram da entrega dos cem primeiros tratores MF 265/2 que já estão trabalho no interior do Ceará.

FAMILIA MASSEY - Mais tratores, menos pobreza

Com a aquisição de 100 MF 275, governo do Piauí beneficia O governador do Piauí, Wellington Dias, entregou em setembro os primeiros 26 tratores Massey Ferguson modelo MF 275/2 adquiridos para beneficiar pequenas propriedades rurais dos 60 municípios mais carentes do estado que apresentam o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Dos 169 tratores adquiridos, 100 são da marca Massey Ferguson, todos MF 275/2. Já foram entregues 65 unidades. A expectativa do governo estadual é que as máquinas, licitadas através do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), possibilitarão aumento da produção sem necessidade de ampliar área.

Os tratores MF 275, modelo mais vendido na história de mecanização brasileira, foram adquiridos pelo Governo do Piauí através de licitação vencida pela concessionária Alpha Máquinas. O objetivo do PCPR, mantido em parceria com o Banco Mundial, é apoiar os trabalhadores rurais que produzem pouco por falta de tecnologia.

Emprego e renda

“Queremos criar a ideia de que temos um potencial grande de produção e precisamos trocar a enxada pela mecanização. Os tratores vão melhorar a renda dos agricultores com um aumento considerável na produtividade de grãos”, afirmou Wellington Dias.

Segundo o governador, os grandes produtores do Piauí, com mais tecnologia, chegam a colher 10 mil kg/ha de milho, enquanto os pequenos, sem tecnologia, produzem no máximo 2 mil kg/ha no mesmo espaço. “Temos que mudar esse quadro”, defendeu.

"Técnicas agrícolas aliadas ao uso do trator podem até triplicar a produção. Não há como combater pobreza rural sem tecnologia. Buscamos melhorar o IDH e, ao mesmo tempo, gerar emprego e renda", explica Fernando Danda, coordenador da iniciativa governamental.

“O uso do trator será planejado anualmente para que atenda ao maior número possível de agricultores”, informa o responsável pelo Programa de Combate à Pobreza Rural. Os equipamentos entregues às associações comunitárias serão fiscalizados por um conselho municipal.pequenas propriedades rurais dos municípios mais carentes

Agricultura familiar produz mais alimentos

O Censo Agropecuário 2006 recém-divulgado pelo IBGE identificou 4,36 milhões de estabelecimentos com agricultura familiar no Brasil, 84,4% das propriedades rurais do País. Em um quarto (80,25 milhões de hectares) da área, o setor responde por 38% do valor da produção (R$ 54,4 bilhões) e emprega quase 75% da mão de obra no campo.
Em 2006, segundo o IBGE, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% de feijão, 46% de milho, 38% de café, 34% de arroz, 58% de leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e 21% da produção de trigo. A cultura com menor participação foi a soja (16%).

FREIO DE OURO - Criação premiada e arroz com tecnologia

Eduardo Macedo Linhares é referência nacional na pecuária de corte, na criação de cavalos Crioulos e na produção de arroz irrigado

A disputa acirrada na final do Freio de Ouro 2009 foi a principal atração da 32a Expointer no dia 30 de agosto, rea­lizada no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio (RS). A Massey Ferguson, que patrocina a principal prova de seleção da raça Crioula do Brasil, há dez anos é a marca de máquinas agrícolas utilizada na produção de arroz irrigado e sorgo para forragem da família Linhares de Uruguaiana (RS), proprietária de um dos cavalos premiados na competição deste ano.

Com seis anos e oito meses, Pampa de São Pedro montado pelo ginete Lindor Collares conquistou o Freio de Prata na categoria Machos. O cavalo premiado da GAP São Pedro, de pelagem douradilha bragada rabicana, tem sangue chileno de origem nobre. Filho de Santa Elba Comediante e Hornada Simpatia, é bisneto paterno de Las Mercedes Taco e neto materno de La Invernada Hornero, dois animais importantes na história recente da evolução e expansão da raça Crioula no Mercosul.

O grande campeão do Freio de Ouro 2008, Rodopio de São Pedro, também é cria da cabanha iniciada por Eduardo Macedo Linhares e atualmente administrada por uma de suas filhas, Márcia Linhares. Ele adquiriu os primeiros cavalos Crioulos em 1971 para melhorar os animais de serviço. Entusiasmado com os resultados, decidiu ampliar a ­criação e em 1983 registrou o afixo São Pedro. Para contribuir com o desenvolvimento da raça, presidiu entre 1993 e 1995 a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos.

Alta produtividade

O trabalho do criador e produtor rural Eduardo Macedo Linhares também destaca-se na pecuária de corte brasileira. A GAP Genética, sucessora da Cabanha Azul que começou há 103 anos em Uruguaiana (RS), na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, incorporou estabelecimentos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e hoje é uma referência nacional na criação de Angus, Brangus (com 7,5 mil ventres, o maior plantel registrado da raça no mundo), Hereford e Braford.

Além de pecuarista e criador de cavalos Crioulos, Eduardo Macedo Linhares é um dos principais produtores de arroz irrigado do Rio Grande do Sul. Nos cerca de 2,5 mil hectares de lavouras com plantio direto e cultivo mínimo nos municípios de Uruguaiana e Quaraí, a produtividade varia entre 8 mil e 8,5 mil kg/ha, acima do rendimento médio recorde estadual de 7,5 mil kg/ha registrado na safra passada. Desde 1983, as lavouras são gerenciadas pelo seu filho Paulo Eduardo Mascarenhas Linhares, 52 anos.

“Para produzir mais, aplicamos todo o pacote tecnológico. Utilizamos variedades de alta produtividade: Taim (80% da área), 424 (15%) e 417 (5%). Começamos o plantio um pouco antes do período recomendado. Na safra atual iniciamos ainda mais cedo, no dia 11 de setembro, pois a previsão era de chuva em função do El Niño. Também procuramos aplicar os insumos na hora certa”, informa o produtor de arroz irrigado Paulo Linhares, frotista Massey Ferguson e cliente da concessionária Jorge Santos.

Tratores versáteis

A colheita do arroz irrigado é feita com 15 MF 5650 tracionadas (metade delas dupladas). Mais duas colheitadeiras do mesmo modelo são usadas no sorgo forrageiro. No ano passado, foram adquiridos quatro MF 298. Na sua frota há mais de 25 tratores Massey Ferguson que trabalham em todas as operações arrozeiras, a maioria MF 297 e quatro MF 298 comprados no ano passado. As máquinas fazem o preparo da terra, entaipamento, dessecação, plantio e semeadura.

“Os tratores MF 297 e MF 298 são muito versáteis. A configuração atende todas as nossas necessidades, a manutenção é fácil, o custo operacional é baixo e a operação, simples. Também estou satisfeito com o bom atendimento de pós-vendas da concessionária Jorge Santos”, avalia Paulo Eduardo Linhares, que há dez anos só compra máquinas agrícolas da marca Massey Ferguson para trabalhar nas lavouras de arroz irrigado de alta produtividade da tradicional e premiada Estância São Pedro.

GERAÇÃO MASSEY - Vocação para pesquisa

Após vencer o Prêmio Jovem Inovador, Mateus Marrafon investe na carreira de pesquisador e busca apoio para desenvolver seus projetos

A conquista do primeiro lugar na categoria Graduação do Prêmio Jovem Inovador – promovido no ano passado pelo Canal Rural em parceria com a Massey Ferguson – foi um grande incentivo à vocação de pesquisador de Mateus Marrafon. Dias antes da sua formatura, a premiação foi entregue com transmissão ao vivo para todo o Brasil.
Mateus nasceu em Adamantina (SP), passou a infância em Ribeirão Preto (SP) e Juara (MT). Com 13 anos, foi morar em Iracemápolis, no interior de São Paulo, onde cursou o Ensino Médio antes de entrar no curso de Engenharia Agronômica da Universidade Estadual do Norte do Paraná, em Bandeirantes (PR).

A ideia do projeto premiado surgiu no início da sua vida acadêmica. Ao auxiliar sua mãe, que também é Engenheira Agrônoma, em práticas agrícolas ficou tão inconformado ao perceber as dificuldades encontradas no plantio tradicional de milho que começou a pensar e propor alternativas para amenizar os problemas observados: espaçamento impreciso entre as sementes, distribuição irregular de micronutriente, danos mecânicos na semente e dificuldades na regulagem do implemento.

No novo ambiente universitário, Mateus achou uma maneira de reduzir os problemas que despertaram sua curiosidade científica. Com materiais simples, o jovem pesquisador desenvolveu um sistema alternativo de plantio. “Abandonei o paradigma tradicional para criar a Semeadora de Fita”, ressalta.

As sementes a serem plantadas são fixadas em uma fita de papel para garantir uma distribuição precisa na lavoura. Segundo Mateus, além de solucionar os problemas de plantio, a fita também diminui a competição entre a cultura e as plantas invasoras preservando o espaçamento recomendado e facilita a rastreabilidade.

A Semeadora de Fita desenvolvida em 2007, com orientação do professor Marco Antonio Gandolfo (UENP-PR), foi fomentada pela incubadora de ideias da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e posteriormente patenteada pelo jovem pesquisador. Mateus está agora em busca de apoio para lançá-la comercialmente como novo método de plantio. “Ela pode ser utilizada tanto para grandes ou pequenos cultivos da agricultura familiar. Esse novo método de plantio pode beneficiar a produção de milho, feijão, soja e hortaliças”, garante entusiasmado o jovem inventor.

Novas ideias

Motivado pelo desafio de amenizar os problemas agrícolas que percebe através de ideias inovadoras, Mateus criou no ano passado um sistema de Aplicação Aérea por Dirigível. “O projeto surgiu com o objetivo de diminuir os impactos econômicos, sociais e principalmente ambientais do cultivo da cana-de-açúcar. Com o dirigível, a aplicação de produtos agrícolas pode ser direcionada para áreas específicas, o que reduz a deriva e a contaminação ambiental. O mesmo serviço realizado por avião não prioriza tanto esse controle”, defende o jovem pesquisador que está em busca de apoio para lançar seus inventos no mercado.

Ideias não faltam a Mateus, 25 anos, graduado no final do ano passado e atualmente aluno do curso de mestrado em Mecanização Agrícola da Esalq/USP em Piracicaba (SP). Atualmente trabalha no desenvolvimento de vários projetos, cujos detalhes prefere ainda não divulgar. Além de um cheque de R$ 5 mil, o Prêmio Jovem Inovador lhe proporcionou uma visita técnica de cinco dias por todos os setores da fábrica de tratores da Massey Ferguson em Canoas (RS). “Conheci tudo, até a área de desenvolvimento de novos produtos, a área que mais gostei”, relata.

O Prêmio Jovem Inovador abriu portas, constatou Mateus. Para ele, a iniciativa do Canal Rural em parceria com a Massey Ferguson é muito importante, pois incentiva e fomenta a divulgação das pesquisas desenvolvidas no cenário nacional e contribui com a concretização das ideias propostas pelos pesquisadores. “A pesquisa é o caminho para potencializar o desenvolvimento do Brasil. Mas para isso é preciso vincular os conceitos acadêmicos ao ambiente prático e, principalmente, sanar a atual escassez de recursos do setor”, ressalta o jovem inovador Mateus Marrafon.

IMPRENSA - Massey Ferguson incentiva jornalismo rural de qualidade

Profissionais de todas regiões do Brasil reconhecem a importância do Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo criado em 2001

O Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo valoriza há oito anos trabalhos jornalísticos de qualidade sobre o agronegócio. Esse reconhecimento pretende incentivar os profissionais que cobrem os assuntos rurais e a busca por novas abordagens, profundas e surpreendentes.

O futuro da Amazônia, o sucesso das cooperativas paranaenses, os cem anos da imigração japonesa, os impactos das mudanças climáticas na agricultura e a silvicultura no Sul do Brasil. Esses foram os temas das reportagens premiadas nas categorias TV, Jornal, Revista, Internet e Fotojornalismo do 8° Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo.

Os vencedores foram: Cesar Dassie e equipe, do programa Globo Rural da TV Globo; Giovani Ferreira e Luana Gomes do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba (PR); Geraldo Hasse e Mônica Canejo da revista Globo Rural; Isaura Daniel e Geovana Pagel do site da Agência de Notícias Brasil Árabe; e o fotógrafo Mauro Vieira do jornal Zero Hora.
A premiação ocorreu no dia 2 de julho em Porto Alegre (RS). O vencedor de cada categoria recebeu prêmio único no valor de R$ 8 mil e troféu criado pela artista plástica gaúcha Ana Simone. A edição 2009 contou com 207 trabalhos de 13 estados – o segundo melhor resultado desde 2006. São Paulo liderou o ranking com 77 trabalhos inscritos.

Destaque AGCO

Foi entregue também o troféu Destaque AGCO de Jornalismo Rural Brasileiro. Por unanimidade, os jurados concederam a distinção à Or­ganização Jaime Câmara, pela sua relevante atuação como grupo de comunicação (TV, jornal, rádio e internet) do Centro-Norte. Ao todo são 26 veículos em Goiás, Tocantins e Distrito Federal.

No lançamento da 9a edição do Prêmio durante a Expointer 2009, o diretor de marketing da Massey Ferguson, Fábio Piltcher, destacou o aumento no número de participantes de todas as regiões do país, a cada ano, o que comprova o reconhecimento e o prestígio da premiação, que já está consagrada no jornalismo rural brasileiro.

A partir de janeiro de 2010, cada jornalista poderá inscrever até três trabalhos, publicados em veículos brasileiros entre 1° de janeiro e 31 de dezembro de 2009, com temas relativos ao agronegócio do Brasil nas categorias Jornal, Fotojornalismo, Revista, TV e Internet. Mais informações:
www.massey.com.br .

Os cinco jurados

O júri do 8° Prêmio Massey Ferguson de jornalismo foi formado por: Fritz Rolloff, representante da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (RS), Enio Campoi, diretor da Mecânica de Comunicação (SP), Valci Zuculoto, representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Márcio de Escobar Paixão, diretor de marketing da CCGL (RS) e Rogério Mian, coordenador de Comunicação da União dos Produtores de Bioenergia (SP).

 

MADE IN BRAZIL - Massey Ferguson é o trator mais exportado

Liderança mundial com investimentos constantes em qualidade e desenvolvimento de novas tecnologias

A Massey Ferguson é a marca de trator mais vendida no Brasil – há quase 50 anos – e também a mais exportada. As máquinas produzidas na fábrica de Canoas (RS) trabalham em áreas agrícolas de mais de 70 países em todos os continentes. Entre janeiro e setembro de 2009, foram embarcadas para o exterior 5.176 unidades, um aumento de 60,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

“A AGCO investe permanentemente em melhorias de qualidade nos processos produtivos de suas unidades no Brasil e no desenvolvimento de novas tecnologias para fornecer máquinas eficientes aos produtores rurais brasileiros e dos demais países”, informa Martin Richenhagen, Presidente e CEO da AGCO, fabricante e distribuidora mundial dos equipamentos agrícolas Massey Ferguson.

“A tecnologia dos produtos e a excelente rede de concessionárias construíram posições sólidas da marca Massey Ferguson no mercado sul-americano”, complementa André Carioba, Vice-Presidente Sênior da AGCO América do Sul. Venezuela, Argentina, Paraguai, Colômbia e Chile foram os principais importadores sul-americanos dos tratores fabricados em Canoas (RS) nos primeiros sete meses do ano.

No entanto, o maior comprador externo no período foi o Marrocos, no norte da África, com quase 1,5 mil máquinas. “O surgimento de novos mercados nos mostra como o mundo está mudando”, observa André Carioba. Entre os principais destinos dos tratores fabricados na unidade da AGCO em Canoas (RS) também estão Iraque, África do Sul, Estados Unidos, Arábia Saudita e Indonésia.

“Para suprir as novas demandas de nossos clientes no Brasil e no exterior, dobramos a capacidade de produção dos motores AGCO SISU POWER na fábrica de Mogi das Cruzes (SP), abrimos um novo centro de distribuição de peças em Jundiaí (SP) e investimos US$ 10 milhões para dobrar a fabricação de implementos na unidade de Ibirubá (RS) adquirida pela AGCO em 2007”, ressalta André Carioba.

Sistema AGCO de Produção

A AGCO iniciou há dois anos a implantação mundial da Iniciativa de Melhoria Contínua no desempenho operacional de suas instalações. Com o sucesso da iniciativa, avança agora para outra etapa do processo através do novo Sistema AGCO de Produção. Os conceitos, ferramentas e técnicas que padronizam a operação da manufatura começaram a ser introduzidos no Brasil pela unidade de Canoas (RS).

MUNDO MASSEY - Os tratores que colhem aspargos

Áreas desérticas da costa peruana se transformam em um dos principais polos agroexportadores da América do Sul

O Peru conquistou nos últimos anos a liderança nas exportações mundiais de aspargo, produto que representa atualmente cerca de 20% das vendas externas agrícolas do país. A hortaliça é plantada principalmente nas áreas arenosas das costas norte e sul em mais de 20 mil hectares. Com irrigação e alta tecnologia, as lavouras peruanas apresentam alta produtividade: 12,2 mil Kg/ha em média.

Na costa norte, as lavouras avançam graças ao projeto de irrigação Chavimochic, um canal de 130 quilômetros de extensão que transformou quase 70 mil hectares de deserto em uma área de alta produtividade agrícola. Nessa região, estão sendo implantadas as lavouras da Camposol, a maior exportadora mundial de aspargo branco, produto mais valorizado no mercado internacional que exige um cuidado especial antes de ser colhido.
Assim como o verde, o aspargo branco é retirado manualmente do solo, mas antes tratores precisam trabalhar a lavoura com cinco implementos diferentes para que a parte comestível do talo permaneça coberta. Em função dos terrenos arenosos, o serviço exige máquinas resistentes. Na Camposol, o trabalho é feito com a ajuda de uma frota de 57 tratores Massey Ferguson da Série MF 200.

Cinco operações

Os tratores primeiro retiram a parte aérea da planta de aspargo com dois implementos distintos, um corta a planta, e o outro, a parte exposta do talo. Depois, mais duas operações de preparo do solo são realizadas para que finalmente o trator possa amontoar as leiras (camaleões) de terra (arenosa) que irão manter os turiões (a parte comestível do aspargo) cobertos e brancos até a colheita manual. Em contato com o sol, eles esverdeiam.

“Após a colheita manual do aspargo branco, os tratores desfazem as leiras para a planta crescer novamente”, explica o Engenheiro Agrônomo Marco Antonio Motta Sánchez, 35 anos, gerente de Serviços Agrícolas da Camposol. Em função dos terrenos arenosos, além da aplicação de 80 a 110 tons/ha de resíduos agrícolas as lavouras são fertilizadas durante a irrigação por gotejo (fertirrigação).

A Camposol utiliza em suas lavouras 22 tratores MF 292/4, 21 MF 297/4, dez MF 275/4 e quatro MF 283/4. “O bom desempenho dos tratores Massey Ferguson, inclusive nas áreas com terrenos arenosos, nos proporciona bons resultados. Destaco neles o levante hidráulico e a potência da tomada de força”, afirma Vladimir Cuno Salcedo, 36 anos, chefe de maquinário responsável pela frota de 57 máquinas da Camposol.

Aventura pioneira

- Na costa sul, a introdução do aspargo foi uma aventura. Quando os primeiros produtores iniciaram o plantio 23 anos atrás, predominavam na região de Ica as lavouras de algodão. Até 1989, apenas um empresário norte-americano comprava a incipiente produção. Ao invés de desistirem, os pioneiros continuaram inovando. Graças a eles o Peru passou a exportar também frutas frescas.

O relato acima é do Engenheiro Agrônomo Miguel Abregú Siguas, 43 anos, gerente agrícola do Com­plexo Agroindustrial Beta S.A., hoje a maior exportadora de aspargo verde fresco e de uvas de mesa do Peru, produtos que começou a plantar na região de Ica em 1986 e 1990, respectivamente. A empresa tem uma frota de 64 tratores Massey Ferguson: 29 MF 275/4 Compacto, 25 MF 290/2 e dez MF 292/4.

Eles são utilizados em cultivo, subsolagem, aração, aplicações (inseticidas, fungicidas e adubo) e colheita. A Agroindustrial Beta colhe duas safras anuais de aspargo verde em 1.400 hectares em Ica, na costa sul, e em outros 500 hectares na região de Chiclayo, na costa norte. Com produtividade média de 15 tons/ha e produção total de cerca de 16 milhões de quilos, ela exporta por ano 2 milhões de caixas (5 kg) do produto fresco.
Trecho da reportagem sobre o Peru publicada na versão em espanhol da revista Campo Aberto 96, disponível (em espanhol) no site
www.massey.com.br/espanhol .

PERFIL - Arrozeiro acompanha avanço da tecnologia

Com a nova MF 5650 SR, o produtor rural Ruben Dario Lopes de Almeida vai colher mais arroz irrigado na Fazenda do Arroito em Rio Pardo (RS)

Quando o agrônomo recém-formado Ruben Dario Lopes de Almeida começou a produzir arroz irrigado em uma lavoura de 30 hectares em Rio Pardo (RS), há quase meio século, um safrista levava duas semanas para conseguir cortar cerca de dois hectares. No início dos anos 1980, ele comprou sua primeira colheitadeira Massey Ferguson, uma MF 3640, substituída em 2000 por uma MF 5650.

Atualmente a Fazenda do Arroito, a 35 quilômetros do centro de Rio Pardo (RS), está com 440 hectares e duas barragens, uma própria e a outra consorciada com parentes. A lavoura, irrigada por gravidade, ocupa metade da área, o resto da terra permanece em pousio para a próxima safra.

Um dos desafios enfrentados pelo produtor de arroz irrigado Ruben de Almeida, 72 anos, são as reduzidas janelas agronômicas em função das chuvas excessivas que assolam a Depressão Central do Rio Grande do Sul, principalmente em anos de El Niño, e impedem o plantio no período adequado.

A época de plantar na região recomendada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) vai de 20 de outubro a 10 de novembro. As chuvas trazidas pelo El Niño, como em 2009, beneficiam a maioria das lavouras de grãos da Região Sul, mas muitas vezes estendem o plantio de arroz até dezembro e a colheita até abril. Este calendário alterado pelo clima impede que a lavoura arrozeira alcance todo seu potencial.

Rapidez e eficiência

Para reduzir as perdas, o plantio e a colheita devem ocorrer com a maior rapidez e eficiência possíveis. As máquinas agrícolas fazem toda a diferença. “Eu proporciono curso de operação e manutenção para os meus operadores e só utilizo equipamentos Massey Ferguson, que tem a melhor assistência técnica da região. E não é de hoje”, relata Ruben de Almeida, cliente da concessionária Samaq.

Um MF 85X foi seu primeiro trator Massey Ferguson, comprado no início dos anos 1970. Desde então, Ruben Dario Lopes de Almeida só utiliza equipamentos da marca. O trabalho pesado na lavoura de arroz irrigado, como preparo do solo, conservação das barragens e recuperação dos taludes, é feito hoje com três MF 297. Para os serviços leves, ele tem um MF 265. Até a safra passada, colhia com a MF 5650.

Durante a Expointer 2009, a máquina comprada em 2000 foi incluída na negociação de uma MF 5650 SR, nova versão arrozeira desenvolvida pela Massey Ferguson com sistema de separação por rotor. “Em função das variedades mais produtivas lançadas nos últimos anos, sentimos a necessidade de uma colheitadeira mais eficiente”, informa seu filho Ricardo Lopes de Almeida, 40 anos, Supervisor Regional do SENAR-RS – Serviço

Nacional de Aprendizagem Rural.
Da foice à colheitadeira

“Soube do lançamento da MF 5650 SR na véspera da Expointer. Durante a feira, analisamos a máquina e fechamos negócio. Com o duplo rotor e a plataforma maior, ela produz mais. Compramos a máquina com Infovision para os operadores tomarem contato com a eletrônica embarcada”, explica o Engenheiro Agrícola Ricardo Lopes de Almeida, que ajuda o pai a aumentar a eficiência da Fazenda do Arroito.

O produtor rural Ruben Dario Lopes de Almeida acompanha o avanço tecnológico do campo há 50 anos. Em 1960, um ano depois de concluir o curso de Agronomia em Porto Alegre (RS), ele começou a administrar a fazenda da família em Rio Pardo (RS). Com a morte do seu pai, Daly Lopes de Almeida, dois anos depois, passou a se dedicar menos à pecuária de corte e apostar mais no arroz irrigado.

“Eu só tinha um trator Deutz de 75 hp que herdei do meu pai. As taipas da lavoura eram feitas com pá, o plantio era a lanço, com a mão, e o corte das plantas tinha que ser feito à foice. Para trazer a trilhadeira, a gente usava uma carreta de boi. Mas como a demanda era maior que a oferta, dava dinheiro”, recorda o produtor de arroz que conta agora com a colheitadeira arrozeira mais eficiente do mercado.

PERQUISA - Manejo e genética para resistir à seca e ao calor

Embrapa considera mudanças climáticas um dos grandes desafios da agricultura brasileira e amplia linhas de pesquisa

Um acordo internacional está sendo negociado para reduzir as emissões dos gases que aumentam o aquecimento global. Se os governos dos países ricos e em desenvolvimento chegarem a um acordo, as novas metas só devem entrar em vigor a partir de 2012. No Brasil, o impacto das mudanças climáticas no campo é pauta obrigatória das principais entidades representativas do setor e objeto de estudo em diversas instituições científicas. A Embrapa criou quatro linhas de pesquisa sobre o tema: cenários futuros, pragas e doenças, sistema produtivo e adaptação genética.

Estudo publicado no ano passado pela Embrapa e Unicamp mostrou quais culturas serão mais afetadas e a nova geografia agrícola nacional que pode surgir em função do aquecimento global. Mais de 220 pesquisadores de 27 instituições estão agora envolvidos com a segunda etapa do projeto. A partir de projeções de mudanças climáticas regionalizadas, eles pretendem simular cenários para mostrar como cada região agrícola brasileira pode ser afetada. As previsões inéditas servirão de subsídio para o desenvolvimento de medidas de adaptação.

Novas variedades

Como a soja deve ser a cultura mais afetada pelo aquecimento global no Brasil, a Embrapa Soja em parceria com o Japão está criando variedades geneticamente modificadas da leguminosa resistentes à seca e ao calor. A Basf e o Centro de Tecnologia Canavieira também buscam variedades de cana mais produtivas capazes de aproveitar melhor a água. Nos Estados Unidos, a Monsanto lançará em 2010 uma variedade de milho tolerante ao estresse hídrico. Além de novos cultivares, práticas de manejo para armazenar mais água no solo também devem ser adotadas para enfrentar as alterações climáticas.

“O setor agrícola possui técnicas de manejo que colaboram com o processo de diminuição do carbono, como integração pecuária-lavoura, plantio direto, melhoria de pastagem, boa adubação, redução dos fertilizantes e reflorestamento. Aliadas ao fim das queimadas, elas podem manter o equilíbrio da floresta amazônica e a qualidade da atividade agrícola, tornando o Brasil um dos maiores ‘limpadores’ da atmosfera”, defende Eduardo Assad, da Embrapa Informática Agropecuária, que desde 1982 desenvolve pesquisas sobre Agroclimatologia, Zo­neamento de Riscos e Mudanças Climáticas Globais.

PONTO DE VISTA - Parceria é a chave do nosso sucesso

Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, avalia nesta entrevista os resultados do Programa Mais Alimentos

Campo Aberto: O que significa um trator novo em uma propriedade familiar?
Guilherme Cassel: Tem significado uma guinada na história do meio rural brasileiro. Os agricultores me dizem: “olha, ministro, sempre pensei que não teria direito de ter um trator, e agora isto está acontecendo”. É muito importante para eles, pois o trabalho fica menos penoso. Eles não têm que trabalhar 18 horas por dia. As condições de trabalho e segurança também melhoram. Com isso, melhora a autoestima do agricultor, que não precisa mais depender de terceiros para ter acesso a equipamentos agrícolas. A máquina nova dá perspectiva de futuro, pois aumenta a produção e a produtividade, e consequentemente a renda. Tanto é assim que todas as propriedades familiares beneficiadas estão com projeto de expansão, seja de terra ou de plantio.

CA: Quais os principais resultados do Programa Mais Alimentos?
Cassel: O Mais Alimentos vem cumprindo todas as suas metas. De agosto do ano passado até setembro de 2009, 16.640 unidades de tratores já foram vendidas. No primeiro ano, as famílias beneficiadas já obtiveram um aumento de produção de 7,8 milhões de toneladas de leite (+18,25%), mandioca (+13,4), milho (+9,3%), feijão (+ 8,9%), café (+7,6%), arroz (+6,3%) e trigo (+5,4%). As principais culturas são monitoradas pela assistência técnica envolvida no Programa. Este aumento de produção é resultado direto das novas máquinas e equipamentos.

CA: O sucesso do Programa, principalmente na Região Sul, surpreendeu o governo?
Cassel: Sempre apostamos que os agricultores iriam responder. Quando pensamos o Mais Alimentos, um dos princípios gerais orientadores do Programa era a nossa confiança na enorme capacidade de a agricultura familiar responder ao estímulo governamental. Identificamos que para atender a demanda reprimida por mecanização, especialmente tratores, faltava crédito adequado.

CA: Como avalia a parceria com as indústrias para implantação e desenvolvimento do Programa?
Cassel: O Mais Alimentos é um bom exemplo de que no Brasil podemos fazer coisas benfeitas quando se trabalha junto e gera confiança. Este é um Programa construído e executado de forma conjunta entre o governo, a indústria e os agricultores. Esta parceria é a principal chave do seu sucesso. Ele contempla o interesse de todos, garante emprego e faturamento nas indústrias, aumenta a produção agrícola e melhora a condição de vida dos agricultores familiares.

CA: Quais são os desafios e as alterações previstas para o Mais Alimentos em 2010?
Cassel: O Programa é gerenciado em três partes, governo, agricultores e indústria. Em 2009, abrimos a possibilidade para que os agricultores pudessem adquirir também caminhões de pequeno porte. À medida que eles apresentam novas demandas buscamos incorporar ao Mais Alimentos. Para 2010, estudamos a possibilidade de financiar a compra de colheitadeiras. Estamos buscando a configuração de um equipamento adequada para a agricultura familiar e com viabilidade econômica para a indústria.

CA: Qual sua avaliação sobre a fábrica de tratores da Massey Ferguson visitada recentemente em Canoas (RS)?
Cassel: Eu já conhecia os produtos Massey Ferguson há muitos anos. A fábrica de tratores em Canoas (RS) é da maior qualidade, uma referência no Brasil. Prova disso é a confiança dos agricultores na marca, que lidera as vendas do Mais Alimentos.

O Mais Alimentos é uma linha de crédito de até R$ 100 mil, que podem ser pagos em até dez anos, com juros de apenas 2% ao ano e prazo de até três anos de carência para começar a pagar o financiamento. Mais informações www.massey.com.br/maisalimentos.

SERVIÇO - Regulagem reduz perdas e rende prêmio em Maringá

Com uma colheitadeira Massey Ferguson bem regulada, operador vence 6º Concurso Regional de Redução de Perdas na Colheita da Soja

O operador José Luiz Bossi, do município de Ângulo (PR), foi o vencedor do 6° Concurso Regional de Redução de Perdas na Colheita da Soja. Com uma colheitadeira MF 3640, ele obteve o menor desperdício: 5,17 kg/ha.
“Três pontos fazem a diferença: a habilidade do operador, a regulagem e a manutenção das colheitadeiras em operação”, ressalta o gerente regional da Emater de Maringá, Romoaldo Faccin.

Estima-se que o Brasil deixa nas lavouras de soja 120 kg/ha em média durante a colheita. No Paraná, a média cai pela metade, em torno de 60 kg/ha. Mas na região de Ma­ringá, a perda é ainda menor, cerca de 45 kg/ha.

“Buscamos estimular uma competição positiva, orientar a boa manutenção em tempo hábil e capacitar novos operadores para reduzir a perda média regional para 30 kg/ha e mostrar que a região contribui para a diminuir os desperdícios no campo”, informa Faccin.
Comparando a perda média estadual, o coordenador do concurso, Joaquim Girardi, calcula que os 154 operadores avaliados conseguiram economizar 23,9 mil sacas de soja nesta safra 2008/09, valor equivalente ao preço de 18 tratores de 75 cv.

Operadores e produtores rurais de 12 dos 29 municípios da região paranaense de Maringá participaram do sexto concurso regional promovido pela Emater, com apoio desde a primeira edição da concessionária Camagril e da Massey Ferguson.

Metodologia da Embrapa

Desenvolvida pela Embra­pa Soja, a avaliação das perdas durante a colheita é uma metodologia que permite fazer correções na operação sem causar prejuízo. Basta o uso de uma armação de barbante na medida da barra de corte e dois cabos de vassoura de meio metro nas extremidades e um copo medidor. “O proprietário colhe o que está na armação e pelo copo medidor vê de imediato na amostragem o volume de perdas, tanto da plataforma como dos mecanismos internos, e faz na mesma hora as correções de velocidade da máquina e os ajustes nos mecanismos internos simples”, explica o coordenador geral do Concurso de Redução de Perdas na Colheita da Soja de Maringá (PR), Joaquim Girardi.

TECNOLOGIA AGRÍCOLA - Barra de luzes com GPS evita falhas de percurso

AGCO e Topcon lançam no Brasil sistema de direcionamento versátil que pode ser usado em pulverizadores, colheitadeiras e tratores

A AGCO lançou no Brasil um sistema de direcionamento por GPS que possibilita operações agrícolas mais precisas. Prática e de fácil instalação, a Barra de Luzes System 110 mostra ao operador uma “estrada virtual” com o trajeto correto das máquinas (tratores, colheitadeiras e pulverizadores) para evitar falhas de percurso.

O novo equipamento eletrônico – que pode ser usado até mesmo em tratores de pequeno porte sem cabine – possibilita operações agrícolas mais eficientes, resultando em economia de insumos e aumento da rentabilidade das lavouras. A nova barra de luzes traz para o Brasil a melhor tecnologia de agricultura de precisão disponível no mercado.
A Barra de Luzes System 110 tem três modos de orientação para guiar as máquinas na lavoura. Além de indicar os trajetos corretos evitando sobreposição de linhas, o novo sistema de direcionamento por GPS também faz o mapeamento automático da área trabalhada, número de linhas e velocidade.

Mapas e relatórios

Um mapa colorido aparece em tempo real no terminal do equipamento durante a execução do trabalho possibilitando que o operador identifique facilmente qualquer falha ou sobreposição. Através de uma porta USB, os mapas e os relatórios do serviço realizado podem ser transferidos para o computador do escritório.

“Conhecer com precisão o tamanho e o traçado dos talhões ajuda a planejar a quantidade de insumos e a melhor rota a seguir durante as operações no campo”, explica Gregory Riordan, gerente de Marketing da divisão de Soluções de Tecnologia Avançada (ATS, na sigla em inglês) da AGCO América do Sul.

O System 110 oferecerá em breve opções de controle para desligar automaticamente as seções da barra do pulverizador quando ocorrer sobreposição de áreas já aplicadas ou quando a máquina sair do limite do talhão. Também será possível transformar o sistema em piloto automático para ele conduzir a máquina com precisão no campo.

Tecnologia de ponta

A Barra de Luzes System 110 é o primeiro equipamento eletrônico lançado no Brasil pela AGCO e Topcon Positioning Systems. Em 2009, as duas empresas firmaram uma parceria mundial para disponibilizar equipamentos agrícolas com as tecnologias mais modernas de gerenciamento e de agricultura de precisão.

“Nossas soluções tecnológicas proporcionam aos produtores rurais desde sistemas de direcionamento mais simples até automáticos e controles de aplicação que trabalham com diferentes tipos de acurácia (metros e centímetros)”, informa Carlos Monreal, vice-presidente global de vendas da Topcon.

“Há no Brasil uma procura crescente por ferramentas de trabalho que ajudem a aumentar a produtividade das lavouras através de tecnologias avançadas. Junto com a AGCO, forneceremos a melhor tecnologia de ponta com preços competitivos e suporte técnico qualificado”, destaca Carlos Monreal.

Topcon no Brasil

O executivo acompanhou o lançamento da Barra de Luzes System 110 no Brasil durante a Expointer 2009. Também estiverem presentes Jaime Monreal, responsável pelo suporte para Europa e América do Sul, e Michael Bourke, gerente global de integração de tecnologia da Topcon Positioning Systems.

“A agricultura funciona como uma empresa, onde a tecnologia pode ser usada para reduzir custos, aumentar a produção e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente”, ressaltou Jaime Monreal durante sua visita à Expointer em Esteio (RS). Os representantes da Topcon também conheceram a fábrica de tratores da Massey Ferguson em Canoas (RS).

TECNOLOGIA EMBARCADA - MF 5650 SR colhe mais arroz irrigado

Massey Ferguson lança na Expointer 2009 colheitadeira híbrida de alto desempenho com sistema de separação por duplo rotor

A MF 5650 SR lançada pela Massey Ferguson durante a Expointer 2009 apresenta maior capacidade de colheita em função do seu sistema híbrido de trilha e separação. Os grãos são separados da palha por dois rotores, o que permite uma velocidade mais alta do que as obtidas pelas máquinas com saca-palhas. Outra vantagem é a excelente qualidade de trabalho da nova plataforma de corte rígida, através de um fluxo uniforme e com mais velocidade, levando a uma maior capacidade de alimentação e menos perdas.

O tubo de descarga, com vazão de 55 l/s, também aumenta a rapidez do trabalho e permite descarregar em qualquer posição, inclusive em operação, o que proporciona maior rendimento operacional na lavoura. A MF 5650 SR possui versões 4x2 e 4x4 com semiesteira e versão 4x4 com rodagem dupla, oferecendo versatilidade de operação e excelente desempenho em terrenos irrigados.

É possível entrar mais cedo e sair mais tarde das lavouras. O conjunto de duplo rotor proporciona menor índice de perdas no campo, mais produto colhido por hora e aumento do número de horas diárias trabalhadas. A MF 5650 SR tem alta capacidade de tração, o menor peso na sua categoria e manutenção simples e rápida graças à facilidade de acesso ao novo sistema de separação, conjugado com a trilha tangencial.

Maior capacidade

Como a separação centrífuga, realizada pelos dois rotores, tem maior capacidade de separação, a MF 5650 SR apresenta um aumento significativo de rendimento. O principal diferencial da nova colheitadeira é a rapidez com que a palha do arroz é processada pelos rotores e conduzida para fora da máquina, trabalhando um maior volume de palha e permitindo que ela opere em veloci­dades mais altas.

O sistema de trilha com côncavo e cilindro de dentes de alta inércia reduz o consumo de combustível, vencendo eventuais sobrecargas sem potência extra do motor. O batedor traseiro da nova colheitadeira MF 5650 SR entrega o material debulhado aos rotores. Eles separam de modo eficiente os grãos que ainda estiverem entre a palha.

Com acesso fácil ao interior da máquina, a manutenção é extremamen­te rápida. A remoção dos seus componentes é simples, a maioria deles nem necessita de ferramentas.

Separação por rotor

O sistema de trilha realiza a debulha e a separação primária dos grãos. Na MF 5650 SR (Separação por Rotor), a trilha é realizada com côncavo e cilindro de dentes de alta inércia, de forma tangencial. Após a trilha, o material é conduzido ao mecanismo de separação, composto pelo duplo rotor e grelhas, para a separação final.

Permanecem no corpo da nova versão arrozeira o sistema tangencial de trilha, o batedor traseiro e os sistemas de limpeza e de armazenagem. No lugar do saca-palhas estão os rotores. O material recebido na parte inicial é conduzido por rotores e grelhas. Aletas helicoidais conduzem a palha para fora da máquina.

Como o rotor da esquerda gira no sentido horário e o da direita no anti-horário, os grãos são uniformemente distribuídos sobre o alimentador e as peneiras. As grelhas com ampla área de separação envolvem os rotores desde o alimentador até as peneiras. Na saída dos rotores, defletores levam a palha até o atirador, que a conduz eficazmente para fora.

TENDÊNCIAS DE MERCADO - Cenário favorável para soja no Brasil

Custos menores e produtividade média elevada compensarão recuo do dólar e dos preços futuros garantindo lucratividade para os sojicultores brasileiros

A safra de soja 2009/10 nos Estados Unidos foi reavaliada para 88,45 milhões de toneladas, apenas 0,15% acima da previsão de setembro (88,32 milhões de toneladas). A nova estimativa do USDA ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava mais de 90 milhões de toneladas.

Já a estimativa de exportação dos norte-americanos passou de 34,84 milhões (em setembro) para 35,52 milhões de toneladas no relatório de outubro. O pequeno aumento na produção e a elevação das exportações resultaram em estoques finais menores.
O comércio mundial de soja, segundo o Departamento de Agri­cultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), deverá alcançar 76,14 milhões de toneladas, contra 75,04 milhões de toneladas previstos no relatório de setembro.

As importações chinesas devem passar de 38,5 para 39,5 milhões de toneladas devido à redução estimada de 3,1% na safra da China, prejudicada por uma seca prolongada. A estimativa da safra da Argentina também subiu, passando de 51 para 52,5 mi­lhões de toneladas.

No Brasil, a produção em 2009/10 está estimada entre 62,2 e 63,3 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo entre 5,18 e 6,19 milhões de toneladas em relação à última colheita, que foi de 57,1 milhões de toneladas.

Oferta e demanda

A produção mundial estimada é de 246,07 milhões de toneladas, 16,8% maior na comparação com a safra anterior. Já o consumo mundial previsto é de 231,62 milhões de toneladas, bem abaixo da produção projetada e 5,4% superior ao registrado em 2008/09 (219,80 milhões de toneladas).

Se os dados do relatório de outubro do USDA forem confirmados, os estoques finais crescerão para 54,79 milhões de toneladas (+30,3%). A relação entre estoque e demanda seria de 23,7%, bem acima dos 19,1% registrados na safra passada.

Mesmo com preços futuros menores do que os obtidos em 2008/09, os produtores brasileiros terão rentabilidade positiva, pois os custos de produção diminuíram entre 15% e 18%, compensando o recuo do dólar. Além disso, o El Niño deverá aumentar a produtividade média das lavouras.

CARLOS COGO

Consultor Agroeconômico, Veterinário e Economista com especialização em Desenvolvimento Rural
www.carloscogo.com.br

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